Papinha para bebês

Quais as melhores papinhas?

6/29/20233 min read

🔆 Papinhas eram as comidinhas recomendadas para bebês durante a introdução alimentar, mas conforme o tempo foi passando e a alimentação infantil recebeu mais atenção, muitas coisas mudaram! Ainda hoje, existem nos mercados diferentes tipos e marcas de papinhas doces (de frutas) ou salgadas, feita de verduras, carnes, legumes, cereais e de feijão, industrializadas e indicadas para crianças com idades entre 6 meses a 2 anos.

Com o passar do tempo e o avanço de conhecimentos e estudos de novas formas de introdução alimentar, as papinhas batidas em liquidificador e até peneiradas, deram lugar para alimentos sólidos! Muitos estudos hoje em dia comprovam o avanço do desenvolvimento físico e motor das crianças submetidas à introdução alimentar sem papinhas.

Isso não quer dizer que não podemos amassar o alimento do bebê, se isso trouxer mais segurança aos pais. Mas comida amassada não quer dizer liquidificada, peneirada ou misturada todos os alimentos em um único "purê". Vale ressaltar, que um alimento bem cozido, em consistência adequada, não precisa ser ao menos amassado, pois o bebê dá conta do recado, e isso facilita o desenvolvimento da mastigação 😊

Porque preferir alimentos sólidos e não as papinhas?

No mundo inteiro, a discussão sobre ações para promover uma alimentação saudável, principalmente na primeira infância, ganhou força e importância nas últimas décadas.

Entre os grandes e significativos avanços, está a publicação dos Guias Alimentares no Brasil, com diretrizes nacionais e o estabelecimento do Direito Humano à Alimentação Adequada (DHAA). A partir daí, a introdução alimentar passou a ser entendida como uma fase fundamental não só para o desenvolvimento físico e motor, mas também os bons hábitos alimentares, que serão levados para o resto da vida.

Ou seja, são nos primeiros dois anos que o indivíduo irá criar os hábitos que levará pelo resto da vida. Então o papel da alimentação adequada vai muito além de prover nutrientes para o crescimento das crianças.

Então, quais os benefícios de ofertar alimentos sólidos?
  • Oferta de fibras e nutrientes - O uso do liquidificador e peneiras para o preparo de papinhas faz com que os alimentos percam totalmente sua textura original e desta forma não haverá a oferta de fibras e nutrientes que estavam presentes no alimento in natura, e de suma importância para os bebês.

  • Estimula a mastigação - Assim como outras habilidades, a mastigação é desenvolvida aos poucos, com muito “treino”. A falta de dentes não é um problema, pois a gengiva cumpre a função, por isso a importância de cozinhar bem os alimentos.

    Além da mastigação, há estímulos dos nervos, maxilar e músculos da face, contribuindo para o desenvolvimento motor do bebê. É neste momento também que o bebê começa a entender quanto de alimento cabe na boca, como movimentá-lo e qual o momento de deglutir!

  • Estimula o paladar - Esse estímulo não acontece tão somente em comer o alimento, mas sim em visualizá-lo, sentindo a textura real, e assim, começam a desenvolver o paladar e identificar seus sabores preferidos. A percepção dos sabores é muito importante para criação de uma boa relação com a comida.

  • Diminui chance de recusa alimentar - É comum acontecer no momento em que a papinha não fizer mais parte da alimentação do bebê, pois será um novo momento de adaptação de texturas, e é aí que começa a recusa alimentar.

Apesar de parecer prático, o consumo de papinhas não é recomendado pelo “Guia alimentar para crianças brasileiras menores de 2 anos” do Ministério da Saúde.

Diante de tantos benefícios em ofertar alimentos sólidos aos bebês desde o início da introdução alimentar, uma boa opção para ser ainda mais prático, além de ofertar os mesmos alimentos preparados para a família, também pode-se congelar os alimentos em porções e descongelar na horado consumo 😊